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É Coach? Conheça estas dicas para dar a conhecer os seus serviços



Se fez o curso de coaching, ficou entusiasmado com o impacto que teve em si e resolveu passar a exercer a atividade de coaching, agora é o momento para parar, pensar e agir.

Se já é coach, mas quer dar um novo impulso ao seu negócio, os próximos passos são idênticos.


Comunicar é dar a conhecer os seus serviços. Ao longo dos tempos, a forma de o fazer tem vindo a evoluir e está cada vez mais facilitada ou talvez não, face à quantidade de concorrentes e de ruído. A ICF – International Coach Federation deixa-lhe estas 8 dicas de como pode dar a conhecer os seus serviços de coaching:


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1ª Defina o seu posicionamento

Para comunicar o seu negócio, é importante que defina um posicionamento e, de preferência, que este seja diferenciador. A prática de coaching é útil para todo o tipo de pessoas, nas mais diversas áreas e momentos de vida, mas a especialização pode ajudá-lo a definir e a chegar à sua audiência e a ganhar experiência específica que venha a ser mais facilmente reconhecida.

Algumas áreas de atuação dos programas de coaching estão já definidas, tais como particulares e empresas, processos individuais e de equipa/grupo. E, dentro destas, há coaches focados em temas específicos como bem-estar, relacionamentos, mudanças profissionais, gestão de conflitos; há coaches especializados por faixas etárias e outros focados, dentro das empresas, em executivos de topo ou em cargos intermédios.

Assim, reflita sobre “qual é a minha praia?”, “onde me sinto mais confortável?”, “onde é que o conjunto de ferramentas que apreendi e a minha experiência de vida pode ser mais útil”.


2ª Faça um plano de ação

O desafio é fazer um plano de negócio, seguindo o conceito base da comunicação: definindo o quê, quando, onde, como, para quê, para quem.

Para facilitar, pode responder às seguintes perguntas:

Como defino a minha prática de coaching? O que me diferencia? A quem me dirijo? Onde estão os meus potenciais clientes? Onde vou exercê-la? Como posso ser inovador? Qual o meu valor acrescentado? Quanto quero ganhar anualmente? Que investimento estou disposto a fazer? Em que tenho de investir? Quem me pode ajudar?


3ª Peça ajuda

Depois de definir o que faz e a quem se quer dirigir, importa analisar onde está o seu público, a que dá relevância e onde procura informação. E quem pode ajudar e acompanhar este seu empreendimento? Pretende fazer este percurso sozinho ou acompanhado? Que esforços pode reunir?

E porque não contratar um coach ou desafiar um colega coach para o acompanhar nesta reflexão.


4ª Seja a sua melhor ferramenta

Tudo o que fazemos é comunicação. Coaching é comunicação. A forma como nos apresentamos, as expressões que usamos, a nossa linguagem corporal e oral contribuem para comunicar o que somos.

Sendo este um negócio de pessoas para pessoas, a comunicação é muito mais do que o que divulgamos. É, em primeiro lugar, a nossa credibilidade, capacidade e experiência. Além da vontade e determinação que transmitimos.

Além disso, sendo o coaching uma prática que está a começar a ser mais conhecida e reconhecida, ainda que por vezes mal-entendida, a sua principal missão é dar a conhecer o que é, para que serve, a quem se destina. E isso só se consegue se for feito de forma continuada e repetida. Para isso, comece por falar com quem conhece, entusiasme-os e envolva-os.


5ª Fale, pela saúde do seu negócio

A comunicação tem vindo a evoluir e existem cada vez mais ferramentas ao seu alcance. Há uns séculos atrás escreveria uma carta e uma carruagem diligência entregaria ao seu destinatário. Teria depois de aguardar algumas semanas para receber de volta a resposta. Agora a maior parte das coisas está à distância de um clique (com tudo de bom e mau que isso acarreta).

Por muitas ferramentas de comunicação à distância que existam, nada é mais eficaz que a comunicação pessoal.

Assim, comece do perto para o longe, do próximo para o distante. Comece pela sua rede de contactos – familiares, amigos, conhecidos, colegas, parceiros, fornecedores – e utilize todos os veículos ao seu alcance – telefone, tome pequeno-almoço, almoce, reúna, fale em pé ou sentado, à pressa ou com calma, fale alto ou baixinho. Envie email, cartas, sinais de fumo. Vá sozinho e com alguém. E insista.

Quando já estiver no mercado, uma das ferramentas que funcionam bem, sem revelar a identidade dos clientes, é partilhar exemplos e casos concretos: “um cliente com o seguinte desafio, deu este salto, chegou a esta conclusão, teve esta reação.”

Somos cada vez mais visuais, gostamos de nos identificar com o outro e fazemos conexões imediatas.


6ª Dê um nome “à coisa”

Hoje em dia, todos estamos muito expostos ao “belo” e isso tem-nos tornado mais sofisticados em termos de gosto. Marcas de todos os setores, automóvel, construção, alimentar, vestuário, têm contribuído para nos rodearmos de imagens atuais, modernas, organizadas e cuidadas. Por isso, a criação de uma identidade própria, sendo um investimento, pode ajudá-lo.

Decida um nome, o seu, o do seu serviço ou de um posicionamento com que se identifique e crie um logótipo que possa aplicar aos principais veículos de comunicação que vai utilizar – uma assinatura de email, um cartão de visita, uma apresentação dos serviços e das propostas – e, se for caso disso, aposte nas formas mais recentes e sofisticadas de lista telefónica e páginas amarelas – um website, uma página de linkedin, facebook e instagram (ou outras que irão surgindo à medida que está a ler este artigo).


7ª Escolha o seu estilo

Nesta área há vários estilos de comunicação, todos válidos. Não há certo ou errado, só há uma regra: que seja genuíno.

Há coaches que preferem dar a conhecer-se através de vídeos em que dão conselhos, transmitem informação útil, dão exemplos. Há quem prefira escrever artigos, os que optam por agendar seminários, palestras, workshops. Os que divulgam o que vão fazendo e os que não usam nada disto e são bem-sucedidos na mesma.

O que funciona para uns, não funciona para outros. Não há uma varinha mágica. Há sangue, suor e lágrimas. E alguns risos, espero.


8ª Insista

Depois de fazer tudo isto… recomece, reajuste.

Tenho uma novidade para si: comunicar é uma atividade que nunca está concluída. Comunicar é o negócio, pelo que, se continua no mercado, terá sempre de comunicar. Tal como os fundos de investimento que informam, nos contratos, em letrinhas pequeninas, que “rendimentos passados não são garantia de ganhos futuros”.

Além disso, as ferramentas, os meios e os formatos vão continuar a evoluir, pelo que… voltamos a falar daqui a uns tempos!


Boa comunicação. Bom negócio.


POR: Paula Gonçalves Pereira – Coach Profissional e Co-Líder do Committee for Communication & Marketing da ICF Portugal Via https://inforh.pt/e-coach-conheca-estas-dicas-para-dar-a-conhecer-os-seus-servicos/?fbclid=IwAR0ZFXwIKH3U-hdD7j3SdIOEF467PCsWhUVLAJyo5g7toxbVz9GhbelF0U0

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