ICF FAQ’s sobre a Ética

As FAQ’s apresentadas resultam do trabalho realizado pelo Comité de Ética da ICF Global e procuram dar informação prática, clara e rigorosa para muitos dos desafios e questões que os membros enfrentam na sua prática de coaching.

 

O Comité de Ética do Chapter ICF Portugal está disponível para responder a questões adicionais que sejam colocadas pelos membros e comunidade em geral. Para esse efeito, contacte-nos através do email: etica@icf.pt

adaptado de ICF, 2009, Coaching World, FAQ document

Definições

Coaching: o Coaching consiste em construir uma parceria com clientes num processo estimulante e criativo que os inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional. 

Relação de coaching profissional: a relação de coaching profissional existe quando o coaching inclui um contrato ou acordo de coaching, que define as responsabilidades das partes envolvidas.

O Coach Profissional da ICF: um coach profissional da ICF concorda em praticar as Competências Profissionais Nucleares da IFC e subscreve integralmente o Código de Ética da ICF.

 

Com vista a clarificar os papéis na relação de coaching é muitas vezes necessário distinguir o cliente do patrocinador. Em muitos casos, o cliente e o patrocinador são a mesma pessoa e por isso referidos como o cliente. Para os identificar, a ICF define estes papéis do seguinte modo:

  • Cliente: o cliente é a pessoa que recebe coaching;

  • Patrocinador: o patrocinador é a entidade (incluindo os seus representantes) que contratam e pagam os serviços de coaching a serem prestados.

Em todos os casos em que o patrocinador e o cliente não são a mesma pessoa, os contratos ou acordos de coaching devem claramente estabelecer os direitos, papéis e responsabilidades, tanto para o cliente como para o patrocinador.

Eu tenho muitos conhecimentos sobre nutrição (dietas e vitaminas) e o meu cliente tem um objetivo que é saber mais sobre nutrição. Posso partilhar o meu conhecimento com o cliente?


É mais apropriado encorajar o cliente a procurar um especialista ou consultor da área, do que dar informação. Recomendar um profissional, website, literatura, e/ou livros são opções aceitáveis.




O meu cliente quer explorar como é que os relacionamentos passados contribuíram para formar as suas crenças sobre os relacionamentos presentes. Eu tenho uma licenciatura em psicologia e aprendi bastante sobre o tema. Posso dedicar tempo a explorar este tema com o cliente?


Se não é um psicoterapeuta ou psicólogo clínico, não é apropriado trazer essa informação para o processo de coaching e deve encorajar o cliente a encontrar outro profissional para ajudar o cliente nesse tema. Se é psicoterapeuta ou psicólogo clínico pode considerar criar um acordo separado para lidar com este tema após o processo de coaching ter terminado. Mesmo no caso em que os papéis foram claramente diferenciados, pode ser confuso para o cliente relacionar-se em simultâneo consigo enquanto coach e enquanto terapeuta.





Enquanto Coach:

1) Não farei de modo consciente nenhuma declaração pública que não seja verdadeira ou que possa ser ambígua e enganosa acerca do que ofereço enquanto coach, ou falsas alegações em documentos escritos relacionados com a profissão de coaching, as minhas credenciais ou a ICF. 

Encontrei informação de contactos de e-mail em vários locais do website da ICF. Posso enviar informação sobre os meus produtos aos meus colegas membros da ICF?


Não. Não pode usar a informação de contacto que conste no website da ICF para enviar informação, angariar clientes ou estudantes nem para anunciar produtos ou serviços.





2) Identificarei, de modo correto, as minhas qualificações de coaching, especializações, experiência, certificações e credenciais da ICF.

É necessário fazê-lo quando eu faço coaching na minha própria empresa?


Sim, particularmente nesse caso, é necessário explicar e garantir a correta compreensão do patrocinador e do cliente.




Devo ter um acordo com clientes para os quais as sessões são pro-bono?


Sim, porque o acordo não se resume à questão do valor a pagar por sessão. As expetativas e responsabilidades devem ser clarificadas e definidas para que a relação de coaching seja profissional. Para que os acordos sejam válidos segundo algumas jurisdições, um montante de dinheiro deve ser transferido da parte que recebe o serviço para a parte que entrega o serviço, por exemplo 1 dólar nos EUA e 1 euro na Europa.





3) Reconhecerei e honrarei os esforços e contribuições dos outros, não os interpretando ou tomando como meus. Compreendo que violar este standard pode levar-me a um processo legal posto pela parte que se sente lesada.

É necessário fazê-lo quando eu faço coaching na minha própria empresa?


Sim, particularmente nesse caso, é necessário explicar e garantir a correta compreensão do patrocinador e do cliente.




Devo ter um acordo com clientes para os quais as sessões são pro-bono?


Sim, porque o acordo não se resume à questão do valor a pagar por sessão. As expetativas e responsabilidades devem ser clarificadas e definidas para que a relação de coaching seja profissional. Para que os acordos sejam válidos segundo algumas jurisdições, um montante de dinheiro deve ser transferido da parte que recebe o serviço para a parte que entrega o serviço, por exemplo 1 dólar nos EUA e 1 euro na Europa.





É intenção deste comité que o conteúdo deste documento sobre as FAQs seja discutido a todos os níveis dentro da ICF, particularmente ao nível do chapter. Quando o comité estava a agregar as peças deste documento, foram várias as áreas que geraram muita discussão. É nossa expectativa que o mesmo aconteça ao nível dos chapters da ICF. Do mesmo modo há surpresas potenciais no conteúdo – algumas respostas podem trazer novidade para algumas pessoas. Acima de tudo queremos que este documento apoie os coaches na revisão dos seus materiais de marketing e acordos.”

Sally Rhys, ACC (USA), Vice Chair, Ethics & Standards Committee

Encontrei informação de contactos de e-mail em vários locais do website da ICF. Posso enviar informação sobre os meus produtos aos meus colegas membros da ICF?


Não. Não pode usar a informação de contacto que conste no website da ICF para enviar informação, angariar clientes ou estudantes nem para anunciar produtos ou serviços.





4) Procurarei, em todos os momentos, reconhecer assuntos pessoais que possam impedir, entrar em conflito ou interferir no meu desempenho enquanto coach ou nas minhas relações profissionais de coaching. Sempre que os factos e as circunstâncias o ditem, procurarei assistência profissional e determinarei as ações a serem tomadas, tendo em conta se será apropriado suspender ou terminar a(s) minha(s) relação/ões de coaching.

“As FAQs têm utilizações diversas. Os coaches que se associam à ICF podem entender de forma mais clara a intenção, a amplitude e a profundidade das situações que o Código da ICF cobre. Ao compreender como o Código é aplicado, podem apreciar o profissionalismo que a ICF defende. Em segundo lugar, as FAQs podem ser uma plataforma para discussões nas reuniões dos Chapters da ICF, que poderão ajudar a educar os membros sobre o novo Código. Em terceiro lugar, organizações com programas ACTP podem usar as FAQs na formação de novos coaches, para que estes se familiarizem com o Código e compreendam e apreciem esta peça fundacional da nossa organização. Vicki Escude, MCC (USA)

Após os subgrupos de formandos terem praticado coaching, todo o grupo se reúne para partilhar experiências. Um dos formandos menciona informação pessoal que foi partilhada no subgrupo sem ter pedido ao outro formando se o podia fazer. É aceitável por ser só uma sessão de prática em vez de coaching com clientes reais?


Não, só será possível se houver regras de confidencialidade acordadas no início que o permitam. As regras devem ser explícitas sobre quando, porquê e como a informação confidencial pode ser partilhada. As regras devem ser específicas sobre a confidencialidade e/ou o anonimato.




Partilho com o meu colega formador um facto que descobri durante a formação e que me preocupa sobre a saúde de um dos formandos. O meu colega fala diretamente com o formando para ver se consegue ajudar. É uma violação da confidencialidade?


Depende do acordo de confidencialidade em vigor na formação. Este acordo deve ser partilhado com formandos e formadores. E pode permitir a partilha colegial para fins formativos.





5) Comportar-me-ei em concordância com o Código de Ética da ICF durante quaisquer atividades de formação, mentoring ou supervisão de coaching.

Após os subgrupos de formandos terem praticado coaching, todo o grupo se reúne para partilhar experiências. Um dos formandos menciona informação pessoal que foi partilhada no subgrupo sem ter pedido ao outro formando se o podia fazer. É aceitável por ser só uma sessão de prática em vez de coaching com clientes reais?


Não, só será possível se houver regras de confidencialidade acordadas no início que o permitam. As regras devem ser explícitas sobre quando, porquê e como a informação confidencial pode ser partilhada. As regras devem ser específicas sobre a confidencialidade e/ou o anonimato.




Partilho com o meu colega formador um facto que descobri durante a formação e que me preocupa sobre a saúde de um dos formandos. O meu colega fala diretamente com o formando para ver se consegue ajudar. É uma violação da confidencialidade?


Depende do acordo de confidencialidade em vigor na formação. Este acordo deve ser partilhado com formandos e formadores. E pode permitir a partilha colegial para fins formativos.





6) Conduzirei e produzirei investigação com competência, honestidade e dentro dos padrões científicos reconhecidos e diretrizes aplicáveis. A minha investigação será conduzida tendo em conta o consentimento e aprovação dos envolvidos, protegendo os participantes de qualquer dano potencial. Todos os esforços de investigação deverão ser realizados de forma a cumprir com toda a legislação aplicável do país em que a investigação é conduzida.

É necessário fazê-lo quando eu faço coaching na minha própria empresa?


Sim, particularmente nesse caso, é necessário explicar e garantir a correta compreensão do patrocinador e do cliente.




Devo ter um acordo com clientes para os quais as sessões são pro-bono?


Sim, porque o acordo não se resume à questão do valor a pagar por sessão. As expetativas e responsabilidades devem ser clarificadas e definidas para que a relação de coaching seja profissional. Para que os acordos sejam válidos segundo algumas jurisdições, um montante de dinheiro deve ser transferido da parte que recebe o serviço para a parte que entrega o serviço, por exemplo 1 dólar nos EUA e 1 euro na Europa.





7) Manterei, arquivarei e descartar-me-ei de quaisquer registos criados durante a minha atividade de coaching de forma a promover a confidencialidade, a segurança e a privacidade, cumprindo com quaisquer leis e acordos.

Se ofereço mais do que um serviço/produto, poderei vendê-los aos meus clientes de coaching?


A relação de coaching poderá ser prejudicada se vender outros produtos ao cliente, já que o cliente poderá encontrar-se sob pressão para os comprar a si.





8) Usarei os contactos dos membros da ICF (endereços de e-mail, números de telefone, etc.) apenas no modo e no alcance autorizados pela ICF.

Encontrei informação de contactos de e-mail em vários locais do website da ICF. Posso enviar informação sobre os meus produtos aos meus colegas membros da ICF?


Não. Não pode usar a informação de contacto que conste no website da ICF para enviar informação, angariar clientes ou estudantes nem para anunciar produtos ou serviços.





“Acredito que as FAQ oferecem aos membros a oportunidade de tomarem contacto com exemplos da vida real para obter clareza, compreensão e manter os mais altos padrões éticos. Este documento é fácil de ler e de compreender.” Hazel Brief (Israel)

“O Comité verificou que, ao longo do tempo, a maior parte dos coaches acredita que está a agir de boa fé, mas comete erros decorrentes da falta de informação. Exemplos comuns são:  não ter acordos escritos, deixar aspetos importantes fora dos acordos, a gestão de honorários pré-pagos. Esperamos que as FAQs possam ser usadas para prevenir queixas éticas e o custo que estas acarretam para os coaches membros.” Jeanne Erikson, ACC (USA) Chair Ethics & Standards Committee

Se ofereço mais do que um serviço/produto, poderei vendê-los aos meus clientes de coaching?


A relação de coaching poderá ser prejudicada se vender outros produtos ao cliente, já que o cliente poderá encontrar-se sob pressão para os comprar a si.





9) Procurarei evitar conflitos de interesse e potenciais conflitos de interesse e revelarei abertamente quaisquer conflitos. Oferecer-me-ei para me retirar quando surjam conflitos deste género.

Após os subgrupos de formandos terem praticado coaching, todo o grupo se reúne para partilhar experiências. Um dos formandos menciona informação pessoal que foi partilhada no subgrupo sem ter pedido ao outro formando se o podia fazer. É aceitável por ser só uma sessão de prática em vez de coaching com clientes reais?


Não, só será possível se houver regras de confidencialidade acordadas no início que o permitam. As regras devem ser explícitas sobre quando, porquê e como a informação confidencial pode ser partilhada. As regras devem ser específicas sobre a confidencialidade e/ou o anonimato.




Partilho com o meu colega formador um facto que descobri durante a formação e que me preocupa sobre a saúde de um dos formandos. O meu colega fala diretamente com o formando para ver se consegue ajudar. É uma violação da confidencialidade?


Depende do acordo de confidencialidade em vigor na formação. Este acordo deve ser partilhado com formandos e formadores. E pode permitir a partilha colegial para fins formativos.





10) Revelarei ao meu cliente e ao seu patrocinador qualquer compensação antecipada de terceiros que possa ter pago ou recebido pela referência desse cliente. 

Eu tenho muitos conhecimentos sobre nutrição (dietas e vitaminas) e o meu cliente tem um objetivo que é saber mais sobre nutrição. Posso partilhar o meu conhecimento com o cliente?


É mais apropriado encorajar o cliente a procurar um especialista ou consultor da área, do que dar informação. Recomendar um profissional, website, literatura, e/ou livros são opções aceitáveis.




O meu cliente quer explorar como é que os relacionamentos passados contribuíram para formar as suas crenças sobre os relacionamentos presentes. Eu tenho uma licenciatura em psicologia e aprendi bastante sobre o tema. Posso dedicar tempo a explorar este tema com o cliente?


Se não é um psicoterapeuta ou psicólogo clínico, não é apropriado trazer essa informação para o processo de coaching e deve encorajar o cliente a encontrar outro profissional para ajudar o cliente nesse tema. Se é psicoterapeuta ou psicólogo clínico pode considerar criar um acordo separado para lidar com este tema após o processo de coaching ter terminado. Mesmo no caso em que os papéis foram claramente diferenciados, pode ser confuso para o cliente relacionar-se em simultâneo consigo enquanto coach e enquanto terapeuta.





11) Apenas permutarei serviços, bens ou outra remuneração não monetária quando não prejudicar a relação de coaching.

Eu tenho muitos conhecimentos sobre nutrição (dietas e vitaminas) e o meu cliente tem um objetivo que é saber mais sobre nutrição. Posso partilhar o meu conhecimento com o cliente?


É mais apropriado encorajar o cliente a procurar um especialista ou consultor da área, do que dar informação. Recomendar um profissional, website, literatura, e/ou livros são opções aceitáveis.




O meu cliente quer explorar como é que os relacionamentos passados contribuíram para formar as suas crenças sobre os relacionamentos presentes. Eu tenho uma licenciatura em psicologia e aprendi bastante sobre o tema. Posso dedicar tempo a explorar este tema com o cliente?


Se não é um psicoterapeuta ou psicólogo clínico, não é apropriado trazer essa informação para o processo de coaching e deve encorajar o cliente a encontrar outro profissional para ajudar o cliente nesse tema. Se é psicoterapeuta ou psicólogo clínico pode considerar criar um acordo separado para lidar com este tema após o processo de coaching ter terminado. Mesmo no caso em que os papéis foram claramente diferenciados, pode ser confuso para o cliente relacionar-se em simultâneo consigo enquanto coach e enquanto terapeuta.





12) Não irei, em consciência, tomar quaisquer vantagens ou benefícios pessoais, profissionais ou monetários da relação coach-cliente, exceto da forma de compensação acordada no contrato. 

Se ofereço mais do que um serviço/produto, poderei vendê-los aos meus clientes de coaching?


A relação de coaching poderá ser prejudicada se vender outros produtos ao cliente, já que o cliente poderá encontrar-se sob pressão para os comprar a si.





13) Não enganarei propositadamente nem farei alegações falsas sobre o que meu cliente ou patrocinador irão receber do processo de coaching ou de mim como coach.

Se ofereço mais do que um serviço/produto, poderei vendê-los aos meus clientes de coaching?


A relação de coaching poderá ser prejudicada se vender outros produtos ao cliente, já que o cliente poderá encontrar-se sob pressão para os comprar a si.





14) Eu não darei aos meus potenciais clientes ou patrocinadores informação ou conselhos que sei ou acredito serem incorretos ou falsos.

15) Eu estabelecerei acordos ou contratos claros com os meus clientes e patrocinadores. Eu honrarei todos os acordos ou contratos estabelecidos no contexto das relações profissionais de coaching.

Depois de várias sessões, o meu cliente começou a cancelar em cima da hora as sessões agendadas. Eu penso que as deveria cobrar, mas o contrato não prevê estas situações. Posso enviar uma fatura ao cliente relativa às sessões canceladas?


Se o contrato não prevê a cobrança de sessões canceladas em cima da hora, deve honrar o contrato estabelecido inicialmente e não cobrar as referidas sessões. O que pode fazer é tentar alterar o contrato com o cliente, incluindo uma cláusula sobre o cancelamento de sessões e respetiva cobrança.




Quando o meu cliente começou a fazer coaching, eu cobrava um determinado valor por sessão que o patrocinador pagava. O meu cliente tirou uma licença de 3 meses e neste período eu aumentei o valor por sessão. Eu sinto que é justo falar com o patrocinador sobre o novo valor por sessão.


O acordo inicial ainda está em vigor e, por isso, é valido a não ser que seja alterado. Pode conversar com o Patrocinador sobre a alteração do valor por sessão e iniciar um novo acordo.





“O Código pode parecer demasiadamente prescritivo, mas na realidade a intenção é constituir um suporte para que seja um coach ético. O código permite a partilha de boas práticas e aumenta o profissionalismo.” Sally Rhys, ACC (USA)

Vice Presidente, Ethics & Standards Committee”

16) Irei explicar cuidadosamente e esforçar-me por garantir que, antes ou durante a sessão inicial, o meu cliente e o patrocinador compreendem a natureza do coaching, a natureza e os limites da confidencialidade, as condições financeiras e qualquer outra cláusula do acordo ou contrato de coaching.

Encontrei informação de contactos de e-mail em vários locais do website da ICF. Posso enviar informação sobre os meus produtos aos meus colegas membros da ICF?


Não. Não pode usar a informação de contacto que conste no website da ICF para enviar informação, angariar clientes ou estudantes nem para anunciar produtos ou serviços.





17) Eu serei responsável por estabelecer fronteiras claras, apropriadas e culturalmente sensíveis, que regulem o contacto físico com o cliente e com o patrocinador.

Encontrei informação de contactos de e-mail em vários locais do website da ICF. Posso enviar informação sobre os meus produtos aos meus colegas membros da ICF?


Não. Não pode usar a informação de contacto que conste no website da ICF para enviar informação, angariar clientes ou estudantes nem para anunciar produtos ou serviços.





18) Eu não terei envolvimento sexual com nenhum dos meus clientes ou patrocinadores.

Após os subgrupos de formandos terem praticado coaching, todo o grupo se reúne para partilhar experiências. Um dos formandos menciona informação pessoal que foi partilhada no subgrupo sem ter pedido ao outro formando se o podia fazer. É aceitável por ser só uma sessão de prática em vez de coaching com clientes reais?


Não, só será possível se houver regras de confidencialidade acordadas no início que o permitam. As regras devem ser explícitas sobre quando, porquê e como a informação confidencial pode ser partilhada. As regras devem ser específicas sobre a confidencialidade e/ou o anonimato.




Partilho com o meu colega formador um facto que descobri durante a formação e que me preocupa sobre a saúde de um dos formandos. O meu colega fala diretamente com o formando para ver se consegue ajudar. É uma violação da confidencialidade?


Depende do acordo de confidencialidade em vigor na formação. Este acordo deve ser partilhado com formandos e formadores. E pode permitir a partilha colegial para fins formativos.





19) Eu respeitarei o direito de o cliente terminar o processo de coaching em qualquer momento, sujeito às condições do acordo ou contrato. Eu estarei atento às indicações de que o cliente já não está a tirar benefícios do processo de coaching.

Eu tenho muitos conhecimentos sobre nutrição (dietas e vitaminas) e o meu cliente tem um objetivo que é saber mais sobre nutrição. Posso partilhar o meu conhecimento com o cliente?


É mais apropriado encorajar o cliente a procurar um especialista ou consultor da área, do que dar informação. Recomendar um profissional, website, literatura, e/ou livros são opções aceitáveis.




O meu cliente quer explorar como é que os relacionamentos passados contribuíram para formar as suas crenças sobre os relacionamentos presentes. Eu tenho uma licenciatura em psicologia e aprendi bastante sobre o tema. Posso dedicar tempo a explorar este tema com o cliente?


Se não é um psicoterapeuta ou psicólogo clínico, não é apropriado trazer essa informação para o processo de coaching e deve encorajar o cliente a encontrar outro profissional para ajudar o cliente nesse tema. Se é psicoterapeuta ou psicólogo clínico pode considerar criar um acordo separado para lidar com este tema após o processo de coaching ter terminado. Mesmo no caso em que os papéis foram claramente diferenciados, pode ser confuso para o cliente relacionar-se em simultâneo consigo enquanto coach e enquanto terapeuta.





20) Eu irei encorajar o cliente ou o patrocinador a fazer uma alteração se eu considerar que um outro coach ou recurso pode servir melhor o cliente ou o patrocinador.

Eu tenho muitos conhecimentos sobre nutrição (dietas e vitaminas) e o meu cliente tem um objetivo que é saber mais sobre nutrição. Posso partilhar o meu conhecimento com o cliente?


É mais apropriado encorajar o cliente a procurar um especialista ou consultor da área, do que dar informação. Recomendar um profissional, website, literatura, e/ou livros são opções aceitáveis.




O meu cliente quer explorar como é que os relacionamentos passados contribuíram para formar as suas crenças sobre os relacionamentos presentes. Eu tenho uma licenciatura em psicologia e aprendi bastante sobre o tema. Posso dedicar tempo a explorar este tema com o cliente?


Se não é um psicoterapeuta ou psicólogo clínico, não é apropriado trazer essa informação para o processo de coaching e deve encorajar o cliente a encontrar outro profissional para ajudar o cliente nesse tema. Se é psicoterapeuta ou psicólogo clínico pode considerar criar um acordo separado para lidar com este tema após o processo de coaching ter terminado. Mesmo no caso em que os papéis foram claramente diferenciados, pode ser confuso para o cliente relacionar-se em simultâneo consigo enquanto coach e enquanto terapeuta.





21) Eu irei sugerir ao meu cliente procurar os serviços de outros profissionais quando considerar necessário ou apropriado.

Se ofereço mais do que um serviço/produto, poderei vendê-los aos meus clientes de coaching?


A relação de coaching poderá ser prejudicada se vender outros produtos ao cliente, já que o cliente poderá encontrar-se sob pressão para os comprar a si.





“Nós tendemos a considerar que somos pessoas éticas e, portanto, procurar informação adicional sobre comportamento ético ou atualizações no Código pode não estar no topo da lista de prioridades e interesses. Contudo, é exatamente porque a ética é uma parte integrante do nosso comportamento que devemos procurar informação adicional e as atualizações do código de conduta da nossa profissão. Ao ritmo de crescimento da nossa profissão, é muito importante estar consciente das mudanças para que mantenhamos a nossa integridade profissional, assim como a integridade da profissão”.

Liora Rosen (EUA)

22) Eu manterei níveis estritos de confidencialidade de todos os clientes e patrocinadores. Eu terei um acordo ou contrato claro antes de dar informação a outra pessoa, a não ser que seja requerido por lei.

Depois de várias sessões, o meu cliente começou a cancelar em cima da hora as sessões agendadas. Eu penso que as deveria cobrar, mas o contrato não prevê estas situações. Posso enviar uma fatura ao cliente relativa às sessões canceladas?


Se o contrato não prevê a cobrança de sessões canceladas em cima da hora, deve honrar o contrato estabelecido inicialmente e não cobrar as referidas sessões. O que pode fazer é tentar alterar o contrato com o cliente, incluindo uma cláusula sobre o cancelamento de sessões e respetiva cobrança.




Quando o meu cliente começou a fazer coaching, eu cobrava um determinado valor por sessão que o patrocinador pagava. O meu cliente tirou uma licença de 3 meses e neste período eu aumentei o valor por sessão. Eu sinto que é justo falar com o patrocinador sobre o novo valor por sessão.


O acordo inicial ainda está em vigor e, por isso, é valido a não ser que seja alterado. Pode conversar com o Patrocinador sobre a alteração do valor por sessão e iniciar um novo acordo.





23) Terei um acordo claro sobre como a informação do processo de coaching pode ser partilhada entre coach, cliente e patrocinador.

Após os subgrupos de formandos terem praticado coaching, todo o grupo se reúne para partilhar experiências. Um dos formandos menciona informação pessoal que foi partilhada no subgrupo sem ter pedido ao outro formando se o podia fazer. É aceitável por ser só uma sessão de prática em vez de coaching com clientes reais?


Não, só será possível se houver regras de confidencialidade acordadas no início que o permitam. As regras devem ser explícitas sobre quando, porquê e como a informação confidencial pode ser partilhada. As regras devem ser específicas sobre a confidencialidade e/ou o anonimato.




Partilho com o meu colega formador um facto que descobri durante a formação e que me preocupa sobre a saúde de um dos formandos. O meu colega fala diretamente com o formando para ver se consegue ajudar. É uma violação da confidencialidade?


Depende do acordo de confidencialidade em vigor na formação. Este acordo deve ser partilhado com formandos e formadores. E pode permitir a partilha colegial para fins formativos.





24) Quando estiver no papel de formador num curso de coaching, vou clarificar com os alunos os critérios da confidencialidade.

Se ofereço mais do que um serviço/produto, poderei vendê-los aos meus clientes de coaching?


A relação de coaching poderá ser prejudicada se vender outros produtos ao cliente, já que o cliente poderá encontrar-se sob pressão para os comprar a si.





25) Vou celebrar com os coaches associados e as outras pessoas com quem trabalho na prestação do serviço aos meus clientes e aos respetivos patrocinadores, sejam pagos ou voluntários, acordos e contratos claros que seguem o Código de Ética da ICF, Parte 2, Secção 4: Confidencialidade/Privacidade e todo o Código de Ética aplicável.

Após os subgrupos de formandos terem praticado coaching, todo o grupo se reúne para partilhar experiências. Um dos formandos menciona informação pessoal que foi partilhada no subgrupo sem ter pedido ao outro formando se o podia fazer. É aceitável por ser só uma sessão de prática em vez de coaching com clientes reais?


Não, só será possível se houver regras de confidencialidade acordadas no início que o permitam. As regras devem ser explícitas sobre quando, porquê e como a informação confidencial pode ser partilhada. As regras devem ser específicas sobre a confidencialidade e/ou o anonimato.




Partilho com o meu colega formador um facto que descobri durante a formação e que me preocupa sobre a saúde de um dos formandos. O meu colega fala diretamente com o formando para ver se consegue ajudar. É uma violação da confidencialidade?


Depende do acordo de confidencialidade em vigor na formação. Este acordo deve ser partilhado com formandos e formadores. E pode permitir a partilha colegial para fins formativos.





Eu penso no código de ética como um GPS. A maioria das vezes sabemos para onde vamos, mas por vezes existem desvios inesperados ou podemos estar em territórios desconhecidos e o código aponta a direção correta. Tal como o GPS, é extramente útil, se o soubermos utilizar

Liona Rosen (USA)

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